
Nas últimas semanas, a supressão de comboios no troço norte da Linha do Vouga tem sido uma constante, o que está a deixar-nos extremamente preocupados.
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Em fevereiro, já tínhamos alertado para esta problemática no nosso podcast “Vouga em Movimento”, mas é com enorme desagrado e preocupação que constatamos que a situação tem vindo a agravar-se, sobretudo no troço que liga Oliveira de Azeméis a Espinho. Nesse sentido, procuramos explicações junto de fontes ligadas à CP, as quais nos confirmaram que as supressões se devem a avarias do material circulante. Além disso, também ficamos a saber que não foi feita a devida rotação do material devido a problemas decorrentes das obras do troço central, que liga Oliveira de Azeméis a Sernado do Vouga, local onde se situam as oficinas. Alegadamente, problemas na sinalização da linha e na maquinaria do empreiteiro não terão permitido a circulação de comboios naquele troço.
Embora, nos últimos dias, a CP tenha acautelado o devido serviço rodoviário de substituição, a verdade é que somos um movimento que representa os utentes desta via férrea e por esse mesmo motivo não podíamos deixar de denunciar esta situação. Há anos que alertamos que ter apenas sete automotoras disponíveis para o serviço comercial é insuficiente. É urgente a aquisição de mais composições, e chegados a este ponto, não podemos tolerar mais desculpas, até porque sabemos que há material de bitola estreita disponível para aquisição em vários países. A própria CP já disse que havia material identificado na Espanha e na Grécia, mas lamentavelmente até ao momento nada se fez. Que este material venha e venha rápido, pois os utentes precisam que o comboio chegue, chegue a horas e chegue limpo.
Num país em que a procura pelo comboio tem vindo a aumentar graças ao Passe Verde ferroviário, a verdade é que com a constante inação por parte da tutela na resolução destes problemas, não será de admirar que a Linha do Vouga esteja em contraciclo com a realidade nacional. Infelizmente, o atual governo não pode ficar isento de responsabilidades, já que preferiu “brincar” aos estudos para mudança de bitola, sem primeiro ter criado as condições que garantissem o bom funcionamento do serviço atual. A juntar a isto, convém salientar que já deveriam estar a decorrer os trabalhos de renovação integral de via do troço Feira-Espinho. Segundo conseguimos apurar junto da IP, o início da empreitada estará dependente de “formalidades que ainda estão em curso” e por esse motivo “ainda não é possível indicar uma data para o seu começo”.
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Movimento Cívico para Linha do Vouga