Luís Fazenda aposta em propostas “transformadoras” para BE voltar a ter deputado por Aveiro

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Bloco de Esquerda.

“O efeito desejado é chamar todas as gerações que trabalham pelo Bloco e todos juntos fazermos uma grande campanha e reforçar o Bloco, precisamos de mais esquerda e contrariar a viragem à direita. Todos fazemos falta”. Foi assim que Luís Fazenda deu o ‘mote’ para a candidatura bloquista que encabeça pelo distrito de Aveiro, onde o partido deixou de ter representação parlamentar em 2022, ao perder dois deputados de uma assentada. Há um ano, a nível nacional melhorou a votação, mas no distrito continuou ‘em queda’.

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Nas declarações prestadas esta quinta-feira de manhã, após a entrega das listas no tribunal de Aveiro, um dos três fundadores do BE que as eleições legislativas antecipadas levaram de volta ao ‘terreno’ (a par de Francisco Louça e Fernando Rosas) começou por dar conta do “desafio que o Bloco de Esquerda enfrenta” no mês de maio “em Aveiro e em todo o País”: “lutar por políticas transformadoras do direito à habitação”, que é dificultado “por salários dos mais baixos da Europa e dos preços mais altos” para quem compra casa.

Para além do aumento do parque habitacional, “que é insuficiente”, Luís Fazenda disse que o BE vai “batalhar por um controlo de rendas”, travando “a espiral” dos preços. Um dos compromissos renovados para “conquistar a simpatia e vontade de mudar” dos eleitores.

O cabeça de lista disse ainda ser “importantíssimo” para o distrito, que os seus adversários Pedro Nuno Santos (PS) e Luís Montenegro (PSD) “atentem na vaga de despedimentos e recessão industrial” numa crise que “vai aprofundar-se”, alertando para a inexistência de medidas para a reconversão industrial e profissional, com apoios sociais extraordinários aos trabalhadores que “não podem ser abandonados à sorte só de subsídios de desemprego”, colocando-se ao lado “dos que estão a sofrer”, nomeadamente nas exportadoras que estão a dispensar mão-de-obra.

A ‘meta’ do BE no distrito “é eleger”, passar a representar o partido “a partir de Aveiro” com uma lista onde Moisés Ferreira passou de primeiro a segundo.

Luís Fazenda não encara como uma desvantagem ser de Lisboa e apresentar-se por Aveiro, “pelo contrário”, sente-se confortável porque o Bloco “está bem implantado” com “experiência e conhecimento suficiente para atacar os problemas e perceber onde está vontade transformadora”

O regresso de fundadores tem como “efeito desejado chamar todas as gerações que trabalham pelo Bloco, para todos juntos fazerem uma grande campanha e reforçar” o partido na Assembleia da República, onde, apelou novamente Luis Fazenda, “precisamos de mais esquerda para contrariar a viragem à direita”, pelo que, nesse sentido, “todos fazemos falta”, sublinhou.

Discurso direto

“A nossa campanha é de propostas, não queremos manipular eleitorado com arruadas quando decorre um falso conselho de ministros, nem passar a vida a falar da empresa do Primeiro-Ministro” – Luís Fazenda, cabeça de lista do BE por Aveiro.

Ouvir declarações abaixo ou reproduzir aqui.

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